30 de dezembro de 2015

Resenha: Sangue Na Neve

Título Original: Blod På Snö
Autor: Jo Nesbø
Ano: 2015
Editora: Record
Páginas: 154
ISBN: 978-85-01-09153-6
Avaliação: ★★★★
Sinopse: O mestre do thriller escandinavo está de volta. Olav tem apenas um talento: matar pessoas a sangue-frio. Não há nada que ele preze mais que ter o poder sobre a vida e a morte. Porém, sua natureza sensível é proporcional às suas habilidades como matador de aluguel. Uma vez tentou roubar bancos, mas não deu certo – ele se sentiu tão culpado que foi visitar uma das vítimas no hospital. Agenciar mulheres para prostituição, idem – Olav se apaixona muito fácil. O assassinato foi tudo que lhe restou. Ele leva uma vida solitária em Oslo até se ver envolvido em um trabalho importante para um dos mais perigosos chefes do crime organizado na cidade, Daniel Hoffman. Ao aceitá-lo, Olav finalmente conhece a mulher da sua vida, mas logo se depara com dois problemas. O primeiro é que ela é a esposa do chefe. E o segundo é que ele foi contratado para matá-la.

 Que os livros de Jo Nesbø são ultra populares não é nenhuma novidade, mas essa foi a primeira vez que tive contato direto com alguma de suas obras e fiquei com gostinho de quero mais. 

 Em seu novo thriller, o autor no apresenta Olav, um assassino de aluguel que trabalha para um dos chefes do crime em Oslo, Daniel Hoffman. Apesar de tudo e ironicamente, Olav é uma pessoa sensível e carismática, principalmente fora do seu "ambiente de trabalho". 

"Para resumir, coloquemos dessa forma: não sou bom em dirigir devagar, sou muito sentimental, me apaixono fácil demais, perco a cabeça quando me irrito e sou ruim em matemática."
Página 11

 Vale também ressaltar outra peça importante no desenvolver da obra, o outro chefão de Oslo, o Pescador

 A coisa começa ganhar formas complicadas para Olav quando Hoffman o pede mais um dos seus serviços sujos: Matar sua própria esposa, Corina. O motivo? Traição. Mas logo descobrimos que há muita coisa por trás de uma simples traição rotineira e a missão de Olav torna-se ainda mais complicada quando ele se vê afeiçoado por Corina. 

 O desenvolvimento da obra é lento e isso é bom. Diferentemente do que se espera quando um livro é lento, a obra reflete visivelmente a personalidade fria de Olav. A ambientação do cenário também é algo digno de ser dito, já que faz todo contexto da obra ter sentido. 

 Os personagens são outro ponto positivo. Com exceção de Olav, achei todos os outros personagens repugnantes e, quando isso acontece, é sinal de que o envolvimento com a leitura está acontecendo dentro dos conformes.


 O ponto negativo foi a finalização que, ao meu ver, teria caixa para mais cenas impactantes, sem falar na falta de explicação do que aconteceu com alguns personagens (há coisas que não dá para aceitar facilmente...). Talvez não tenha sido realmente necessário, mas fiquei curioso.

 No mais, um excelente thriller que despertou minha curiosidade para conhecer outras obras de Jo Nesbø. Ultima leitura de 2015 em alto nível!

29 de dezembro de 2015

Destaques de 2015, Parte 2


 E a lista continua! Depois de anunciar os as surpresas e as decepções de 2015 e os mais aguardados para 2016, agora chegou a hora de apresentar os melhores e piores do ano e as séries literárias que eu finalizei a leitura no ano. 

Confira as listas:

27 de dezembro de 2015

Destaques de 2015, Parte 1


 Depois de um breve hiatos no blog estou de volta. Aproveitando o que ainda nos resta de 2015, a partir de hoje até o dia 31 teremos algumas postagens relativas aos livros que se destacaram (na minha opinião) em 2015. Para a lista não se tornar imensa e vocês perderem a paciência de ler, decidi dividi-la em partes (2 ou até mesmo 3) e essa será a primeira delas.

 As listas consistem em apresentar de 3 a 5 livros em cada uma das categorias predefinidas, sem ordem de preferencias e com suas devidas justificativas e links das resenhas quando disponíveis aqui no blog. As listas dessa parte 1 serão: As surpresas, as decepções e os mais aguardados para 2016.

 Confira a seguir:

15 de dezembro de 2015

Dicas de presentes (literários) para o final de ano


  Há exatos 10 dias para o Natal e 16 dias para a festa do Reveillon (contando hoje, dia 15/12), decidi trazer algumas sugestões de presentes para dar (e receber) nessas festas de final de ano assim como o tradicional Amigo Oculto/Secreto. 

 Todos os produtos citados a seguir são de alguma forma voltado para o mundo dos livros, seja através de box de livros propriamente ditos, CDs, DVDs, games e outros, sempre visando agradar os mais distintos gostos e bolsos.  Sem mais delongas, conheçam a lista:

12 de dezembro de 2015

Resenha: A Noite das Bruxas

Título Original: Hallowen'en Party
Autor: Agatha Christie
Ano: 1969
Editora: L&PM Pocket
Páginas: 256
ISBN: 978.85.254.3158-5
Avaliação: ★★★
Sinopse: Era a vez da viúva Rowena Drake ser a anfitriã da tradicional festa de Halloween do vilarejo. Durante os preparativos, Joyce, uma irrequieta menina de treze anos, gaba-se por já ter testemunhado um assassinato. Ninguém lhe dá ouvidos e tudo transcorre bem em meio a brincadeiras do dia das bruxas, até que um crime interrompe a diversão. Hercule Poirot prepara-se para uma noite entediante quando é surpreendido por uma ligação aflita de sua velha amiga e escritora de livros policiais Ariadne Oliver, convicta de que só ele poderia desvendar esse mistério antes que um novo crime aconteça... Publicado em 1969, A noite das bruxas é um romance da maturidade de Agatha Christie e uma das últimas obras escritas pela Rainha do Crime.

 A Noite das Bruxas, mais uma das obras da rainha do crime Agatha Christie, tem como base criminológica a morte da jovem Joyce Reynolds durante uma festa de Halloween. Fatos importantes a relatar sobre os acontecimentos: A cidade sempre foi tranquila e não há muitos registros de crimes brutais assim, a festa continha poucos convidados estranhos (quase nenhum, na verdade) e, para completar, Joyce era reconhecida por sua mania de grandeza e suas mentiras. 

 Naquela noite, durante os preparativos da festa, Joyce contou para os presentes que havia, quando criança, presenciado um assassinato, mas só o compreendeu como um depois que adquiriu maturidade suficiente para entender o que tinha visto. Claro, todos levaram como mais uma brincadeira da garota para chamar atenção de Ariadne Oliver, uma escritora de livros policiais que estava presente no momento.

 Para a resolução do problema, Sra. Oliver resolve pedir ajuda ao sempre astuto Hércule Poirot, o grande detetive criado por Agatha Christie.  

 Este, na minha opinião, é o primeiro livro da Agatha que li em que os excessos de momentos desnecessários aparecem. Hércule Poirot está diferente do habitual. Suas divagações e pensamentos voam além do normal, o que evidenciou esses momentos. 

 A necessidade de um passado para justificar o presente equilibra a estória até certo ponto. A resolução do problema também não foi muito criativa e nem o motivo para ela foi tão impactante quanto esperava. 

"O senhor parece muito perturbado com o passado.
O passado é o pai do presente - afirmou Poirot sentenciosamente."
Capitulo 24

 Não obstante, a marca registrada de Agatha se faz presente: uma história que se faz crescer nos momentos exatos. A inclusão de uma personagem como a Ariadne Oliver foi uma ótima sacada, já que pude observar características da própria autora na personagem. 

 De todo caso, ainda que não seja das melhores obras da rainha do crime, A Noite das Bruxas merece sim ser lida sem compromissos e apreciada principalmente pelos já admiradores da autora. Conheça outras obras dela aqui

7 de dezembro de 2015

Resenha: Todos Os Nossos Ontens

Título Original: All Our Yesterdays
Autor: Cristin Terrill
Editora: Novo Conceito*
Ano: 2015
Páginas: 352
ISBN: 978-85-8163-798-3
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem? Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...

 Que as distopias estão tomando conta do universo literário não é nenhuma novidade, mas a sua capacidade de surpreender com histórias inovadoras é algo que vale a pena desfrutar. Eis que surge Todos Os Nossos Ontens, da Cristin Terrill.

 O mundo mudou. A administração é controladora e totalitária. Tudo isso graças a Cassandra, uma máquina que permitia voltar no tempo. A principio, a máquina foi desenvolvida para corrigir grandes erros e falhas da humanidade, mas a ambição encheu os olhos do Diretor (como é chamado), que a utilizou para torna-la um meio de manipulação tanto do tempo quanto da massa, derrubando países rivais, oprimindo os fracos e controlando tudo que vive sob seus domínios.

 A narrativa inicia-se 4 a frente, quando Em e Finn são os responsáveis por uma missão suicida quase impossível: Fugir da sela em que estão presos e voltar 4 anos no tempo, época necessária para assassinar o criador da Cassandra, James. Resistir as torturas do Diretor é o primeiro passo para permanecerem vivos para tentar dar inicio a essa missão.

 Enquanto isso, nos dias atuais, mais precisamente os quatro anos anteriores aos acontecimentos narrados anteriormente, Marina nutre todo seu amor incondicional pelo sábio e cativante James. Sim, o mesmo James que virá se tornar o criador da máquina Cassandra.


 A grande sacada da autora a partir dai faz toda a proposta do livro ganhar novos ares e tornar surpreendente e frenética. Caso queira ler, selecione o texto dentro da área de spoiler a seguir. [Spoiler Area]Em e Marina são as mesmas pessoas e por isso, Em sofre o dilema de ter que matar seu grande amor, James.[Fim Spoiler Area]

 Toda a história me surpreendeu. A leitura vai ganhando velocidade e adrenalina na medida e no tempo certo, sem que sofra baixas em nenhum momento. Os personagens valem a pena. Sério, até mesmo o Doutor consegue ser um vilão fácil de se apegar (na medida do possível, claro). Em e Marina são o ponto de equilíbrio, tanto do enredo quando dos seus "períodos", mesmo que sejam personagens extremamente confusas.  

 A obra por si só não morre apenas nos termos políticos que envolvem uma distopia (com seus governos opressores e tudo mais), mas ganha pontos pelo teor científico e dramático que ela propõe. Por tratar-se de viagens no tempo, a autora conseguiu preservar linhas de pensamento que tornam a história mais "verdadeira", como as alterações na linha do tempo e do paradoxo temporal.

 Enfim, não há muito o que falar para não entregar grandes informações sobre a obra. Quem quiser saber mais precisa conhecer o livro, principalmente quem é apaixonado por obras distópicas. Fez valer a leitura, principalmente pelo fator surpresa que foi o livro. Cinco estrelas. 


*Parceria: Novo Conceito

5 de dezembro de 2015

Resenha | Antônio: O Primeiro Dia da Morte de Um Homem

Autor: Domingos Oliveira
Editora: Record
Ano: 2015
Páginas: 176
ISBN: 9788501105677
Avaliação: ★★★
Sinopse: Um pungente romance sobre relacionamentos recheado de cenas antológicas de amor, dor, amizade e sexo. Em seu primeiro romance, Antônio: o primeiro dia da morte de um homem, Domingos Oliveira, com estilo próprio, constrói uma narrativa de entrega e liberdade. Professor, roteirista, escritor frustrado, homem que já não é garoto, Antônio é um protagonista inesquecível, e nas páginas do romance faz o que todo personagem deveria fazer: vive. Ele ama, sofre com o término de um longo casamento, apaixona-se por Manuela e Nádia – vértices de um delicioso triângulo amoroso –, escreve, luta por reconhecimento, tudo isso observado pelo espectro do amigo Eduardo, recém-falecido, que não se furta a emitir opiniões e tentar interferir nas decisões de Antônio. Antônio é um livro que, se carrega muito da dramaturgia de Domingos, é literatura de primeira, um livro que nasce clássico.


 Eduardo não está mais entre nós. Desde então, o espectro dele observa de perto a trajetória de Antônio, um professor antropologista caracterizado por uma eloquência filosófica que sonha em ser escritor renomado. A partir dai, conhecemos profundamente a trajetória em "Pay-Per-View" do professor e todas suas derrotas e triunfos, como quando ele conheceu sua esposa Blue nas ruas de Paris em uma noite de Natal, ou quando ela o largou para casar-se novamente, agora com um baterista, ou quando ele se apaixonou loucamente por Manuela e Nádia, um dos relacionamentos mais fantásticos que ele pode ter.

"A cultura não remove montanhas, não faz pão, não derruba governos mas é imprescindível para que o caos não se instale imediatamente de uma vez por todas. Eles nunca pensaram nisso, nem vão pensar."
Página 73

 Antônio: O Primeiro Dia da Morte de Um Homem logo de cara nos surpreende pelo seu estilo de narrativa. Primeiro por, curiosamente, a obra ser narrada no presente ("ele fez", "ele está", "ele é") e, por segundo motivo o fato de, apesar da narrativa ser no ponto de vista do personagem Antônio, hora ou outra o autor se deixa perder em meio aos pensamentos soltos dele para com o personagem, deixando assim a sensação de um "segundo narrador".

 Entretanto, a obra que é curta em relação ao numero de páginas, torna-se alongada pela rotina do personagem. Em alguns momentos precisei parar a leitura, retornando em outro momento, o que levou a mais tempo com o livro do que esperava.

 No mais, o livro é uma obra sensível, romântica de certa forma e cômica, principalmente se observarmos a nada mole vida do personagem de maneira irônica. Vale a pena a leitura, principalmente para quem curte um livro mais rebuscado e devagar (no bom sentido, claro).

Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Record)

4 de dezembro de 2015

Parceria: Editora Generale


 Fim de ano chegou trazendo boas novidades, já para 2016! O Cantina do Livro anuncia agora a mais nova editora parceira do blog: A Editora Generale, selo de ficção da Editora Évora. A editora já possui um acervo grande, com livros de literatura fantástica, chick-lit, romances, livros sobre esporte e bem estar. Alguns bem conhecidos como Nos bastidores do Pink Floyd, Os Três Mosqueteiros e a série Sábado à Noite, além de biografias de personalidades como George Lucas - Skywalking - A vida e a obra do criador de Star Wars e dos esportistas Lionel Messi, Novak Djokovic e Roger Federer. 

Conheça os livros já publicados pela editora aqui.

Sobre a Editora Évora:
Editora Évora chega ao mercado com uma proposta inovadora, pautada em obras de qualidade, conteúdos de alta relevância e inovadores que agreguem valor e através deles, ajudem os leitores a realizarem objetivos e projetos pessoais e profissionais com excelência. O catálogo da editora contará com obras de ficção e não ficção, de autores relevantes nacionais e internacionais.



Curtiram a novidade? Não deixem de acompanhar a editora nas redes sociais:

2 de dezembro de 2015

Resenha: Perdidos Por Aí

Título Original: Let's Get Lost
Autor: Adi Alsaid
Editora: Verus
Ano: 2015
Páginas: 294
ISBN: 978-85-7686-397-7
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Quatro jovens ao redor do país têm apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Ela entra na vida de cada um com seu carro absurdamente vermelho no momento em que eles mais precisam de alguém. Entre eles está Hudson, mecânico em uma cidadezinha, que está disposto a jogar fora seus sonhos de amor verdadeiro. E Bree, uma garota que fugiu de casa e curte todas as terças-feiras — além de algumas transgressões ao longo do caminho. Elliot acredita em finais felizes... até sua vida sair totalmente do script. Enquanto isso, Sonia pensa que, quando perdeu o namorado, também perdeu a capacidade de amar. Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram uma amiga em Leila. E, quando ela vai embora, a vida de cada um deles está transformada para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre a verdade mais importante: às vezes, aquilo de que você mais precisa está exatamente no ponto onde começou. E talvez a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perder ao longo do caminho.

 Quatro pessoas e algo em comum: Leila e seu carrão vermelho. Seguindo viagem de uma ponta a outra dos EUA, ela pousa de paraquedas (ou mais precisamente, sobre quatro rodas) diante das vidas de Hudson, Bree, Elliot e Sonia. Cada um possui uma peculiaridade e a passagem de Leila definitivamente mudará suas vidas.

 Hudson é um jovem que trabalha como mecânico e, aparentemente, nasceu para aquilo, tamanha maestria que ele executa sua profissão. Porém, seu maior sonho (e de seu pai) é que ele torne-se médico. Suas aventuras com Leila começam quando ela precisa realizar um check-up em seu carro e, obviamente, para na oficina da família do garoto. Nasceu ali, um amor do garoto para ela, mesmo que num período tão curto. Ele sente que, com ela, pode ir além. Não foi um personagem que me agradou, principalmente quando Leila precisa partir.

 Seguindo viagem, a próxima amizade é a de Bree, que perdeu seus pais num acidente e, por guardar rancores da irmã por uma suposta falta de sensibilidade da mesma pelo fato, ela decide fugir de casa, perambulando sem eira nem beira mundo afora.

 Elliot sofre com um amor não correspondido (e secreto) pela sua melhor amiga Maribel, mas não tem coragem suficiente de contar. Depois e uma noite desastrosa, Leila aparece (da maneira mais estranha) para ajudá-lo a dar um bom fim ao filme de sua vida.

 Por fim, Sonia. Desde a trágica morte de seu namorado, ela não consegue (ou acha que não deve) sentir amor real por mais nenhum outro garoto. Nesse momento, temos também boas descobertas sobre a própria Leila.


 A história, mesmo que não aparente, é bem curta e rápida, assim como a passagem de Leila nas vidas de cada um. A narrativa discorre sem grandes momentos, mas também não se perde no marasmo (logicamente).

 Mas, e onde entra a história de Leila? O autor esqueceu? Não. A obra é dividida em 5 partes, sendo as quatro primeiras para os personagens citados acima e a quinta e ultima, exclusivamente para ela. É onde o clima é mais dramático, com boas revelações.

 De fato, o livro é simples, direto e divertido na medida certa, mas falta aquele algo a mais, que emocione ou toque profundamente, mesmo que essa não seja a proposta. Mas a sensação deixada é que, se corresse por esses caminhos, poderia ser melhor aproveitado.

 Perdidos Por Aí são inúmeras histórias que podem acontecer com qualquer um. Leila é, aparentemente, uma metáfora do que a vida prega para as pessoas, cabendo a cada um de nós aceitar a zona de conforto ou explorar as adversidades e procurar algo melhor.


Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Verus)

[Novembro] Lançamentos Grupo Pensamento


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