23 de outubro de 2015

Resenha: Vá, Coloque Um Vigia

Título Original: Go Set a Watchman
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 2015
Páginas: 252
ISBN: 975-85-03-01248-5
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Jean Louise Finch, mais conhecida como Scout, a heroína inesquecível de O sol é para todos, está de volta à sua pequena cidade natal, Maycomb, no Alabama, para visitar o pai, Atticus. Vinte anos se passaram. Estamos em meados dos anos 1950, no começo dos debates sobre segregação, e os Estados Unidos estão divididos em torno de questões raciais. Confrontada com a comunidade que a criou, mas da qual estava afastada desde sua mudança para Nova York, Jean Louise passa a ver sua família e amigos sob nova perspectiva e se espanta com inconsistências referentes à ética e a pensamentos nos âmbitos político, social e familiar.Vá, coloque um vigia é o segundo romance de Harper Lee, mas foi escrito antes do mítico O sol é para todos, que recebeu o Prêmio Pulitzer em 1961. Este livro inédito marca o retorno, após 65 anos de silêncio, de uma das maiores escritoras americanas do século XX. Segundo romance de Harper Lee, que bateu recorde de número de exemplares vendidos em um só dia superando O símbolo perdido, de Dan Brown.

 20 anos se passaram desde os acontecimentos do incrível O Sol é Para Todos mas a cidadezinha de Maycomb se mantem basicamente a mesma: os mesmos habitantes, as mesmas tradições e, acima de tudo, as mesmas e intensas discussões de uma sociedade segregada racialmente. A narrativa é marcada pela volta de Jean Louise Finch (ou simplesmente Scout) a Maycomb, na década de 1950.

"Embora a aparência de Maycomb tivesse mudado, os mesmos corações batiam no interior das novas casas [...]. Podia-se caiar o quanto se quisesse e instalar cômicos letreiros de neon, pois as velhas vigas de madeira se mantinham firmes sob mais esse peso."
Página 45

 Diferentemente de O Sol é Para Todos, Vá, Coloque Um Vigia é narrada em terceira pessoa, mesmo sendo centrada na visão de Scout. A garota agora vive em Nova York mas a essência da pequena Scout ainda vivem: Seu jeito questionador, observador, explosivo e espontâneo de ser. Suas lembranças ainda estão vivas na sua memória. Outrora, seus ideais divergem com os ideais de maior parte da população Maycomb.

 O livro foi curiosamente "escrito" antes do volume anterior, e talvez por isso, há um fato que mais me incomodou (como a vários outros leitores, creio eu): A estranha mudança de personalidade de Atticus Finch, que se antes foi um advogado responsável por defender um negro quando todo o condado foi contra, agora apresentar um teor intolerante e racista. Ainda assim, mesmo não sendo mais nenhum garoto há tempos, Atticus apresenta a mesma retidão e estilo bem humorado de lidar com as coisas.

"Um homem pode estar fervendo de raiva por dentro, mas sabe que uma resposta serena é melhor do que um ataque de fúria. Um homem pode condenar seus inimigos, mas é mais sensato conhecê-lo."
Página 212

 Vá, Coloque Um Vigia, mantem os bons laços e referencias históricas desenvolvidos por Harper Lee para construção da obra. Se antes tínhamos uma narrativa presente, agora temos um conjunto de memórias de uma linda e inocente infância que não se apagou com as descobertas e medos da maturidade. O livro mantem a simplicidade, a escrita refinada e os momentos de tensão e graça.

 Outros temas que se fazem presente nessa obra é a questão do envelhecimento e do amadurecimento. Calpúrnia, por exemplo, tem sua saúde debilitadíssima pela idade. O próprio Atticus também sofre com os males do tempo. Nem por isso são personagens que deixaram de ser bem explorados.

"Qualquer pessoa no mundo, qualquer um que tenha cabeça, corpo e membros, nasceu com esperança no coração. Isso não está na constituição, eu aprendi isso na igreja ou em algum outro lugar. Eles são gente simples, na maioria, mas nem por isso são seres inferiores."
Página 228

 Apesar de contraditório em alguns momentos e de Vá, Coloque Um Vigia tem evidentemente o dedo de Harper Lee bem presente. Vale as memórias e poder revisitar os nada normais habitantes de Maycomb. Vale a leitura, essencialmente para quem já conhece o livro antecessor.


Parceria: Grupo Editorial Record (Selo José Olympio)

19 de outubro de 2015

Resenha: Star Wars - Ascensão da Força Sombria

Título Original: Dark Force Rising
Série: Star Wars: Trilogia Thrawn, volume 2
Editora: Aleph
Autor: Timothy Zahn
ISBN: 9788576572107
Ano: 2015
Número de páginas: 504
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: No segundo volume da consagrada Trilogia Thrawn, a luta de Luke, Han e Leia em defesa da Nova República continua. Mais uma vez, eles enfrentarão as tropas imperiais dissidentes, comandadas pelo poderoso grão-almirante Thrawn. Quando Talon Karrde é capturado por forças inimigas, Mara Jade relutantemente recorre à ajuda de Luke Skywalker, que é forçado a interromper seu treinamento com um curioso mestre para ampliar o domínio da Força. Enquanto isso, Han Solo e Lando Calrissian seguem com suas investigações, afim de descobrirem um possível traidor da Nova República. E, cumprindo a promessa feita a Khabarakh, Leia Organa viaja a Honoghr em busca de novos aliados contra a tirania de Thrawn.

[Resenha livre de spoilers do primeiro volume]



 E a caçada continua! Capitão Pellaeon e o Grão-almirante Thrawn seguem sua luta para destruir a nova republica e os principais nomes da Aliança Rebelde, responsáveis por levar o Império de Palpatine (Darth Sidious) à ruir: Han Solo, Leia Organa (Solo) e seu irmão Jedi Luke Skywalker.

 Nesse segundo livro temos uma guerra "fria" e politica muito mais intensa que no primeiro. Vemos os personagens a flor da pele, todos prontos para um temível novo choque de alianças acontecer. Desconfianças estão à mesa, seja por qualquer um dos lados dessa guerra.

 Leia, C3PO e Chewbacca vão de fato ao ninho das cobras em Honoghr em busca de resposta e aliados para frear a possível ascensão de Thrawn. Uma estratégia que além de arriscada pode deixar em risco não só a vida dela como a de seus filhos gêmeos que estão em sua barriga.

 Enquanto na Nova Republica, Almirante Ackbar segue sendo o suspeito de Borsk Fey'lya a ser um espião do Império infiltrado ali. Mas, Han acredita que o próprio Fey'lya tem seus podres não expostos. Na parte "neutra", Mara Jade e Karrde também tem seus dilemas. Enquanto Karrde segue sendo perseguido, Mara precisaria unir forças contra aquele que ela acredita ser seu pior inimigo: Luke.

 Enquanto isso, o estranho e suspeito jedi Joruus C'baoth tenta recrutar Luke para seu lado. Confesso que é um dos personagens mais incógnitos da série, seja por sua aparente insanidade ou seja por seu fidelidade com alguém. Como se não bastasse todos os problemas já existentes, os "grupos" tem mais um a se preocupar: A lenda da frota Katana reaparece, o história Força Sombria. Esse é um dos pontos que fazem a turbulência aumentar ainda mais. 

 O final (e que final) nos prepara para algo sem precedentes. Algo terrível nos aguarda em O Ultimo Comando, episodio final dessa trilogia, e já não escondo minha ansiedade sobre este capitulo que será lançado brevemente pela Aleph.

 Com um excelente enredo, A Ascensão da Força Sombria é um verdadeiro jogo de xadrez onde qualquer peça movida precipitadamente pode levar todos os planos pensados irem por água baixo. Timothy Zahn consegue mais uma vez criar e fidelizar os personagens ao universo de George Lucas (autor da saga Star Wars) com primor. 5 estrelas e aquele gostinho de quero mais! 


Star Wars: Trilogia Thrawn
  1. Herdeiros do Império
  2. O Despertar da Força Negra
  3. O Último Comando

15 de outubro de 2015

Resenha: O Mundo de Anne Frank

Subtítulo: La Fora, A Guerra
Editora: Rocco
Autor: Janny van der Molen
ISBN: 978-85-7980-240-9
Ano: 2015
Páginas: 184
Avaliação: ★★★
Sinopse: Se o diário em que a jovem Anne Frank relata os dias vividos num esconderijo em Amsterdã com a família durante a Segunda Guerra Mundial dispensa maiores apresentações, o lançamento O mundo de Anne Frank, de Janny van der Molen, merece ser conhecido pelo leitor brasileiro. O título, que chega às livrarias em meio aos 70 anos do fim do conflito e da morte da jovem, é resultado de extensa pesquisa, feita com o apoio da Fundação Anne Frank, e recria a história da jovem judia de forma acessível para todas as idades, (re)contando a história de Anne Frank com sensibilidade, a partir de seu famoso diário e de informações históricas, fotografias e belas ilustrações.
Leia um trecho
Skoob



  Uma das histórias mais comoventes e singelas já lidas por mim (e muitos outros) está de volta com uma nova releitura. Para quem ainda não conhece, Anne Frank foi uma garota judia que viveu sua infância em plena Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. 

  Em "O Mundo de Anne Frank" van der Molen narra a trajetória da garota desde sua simples vida, seus costumes diários à o derradeiro dia em que eles (toda família Frank) precisaram fugir da imposição do governo nazista Alemão contra os judeus. Um período cruel e torturante em que a família e alguns amigos precisaram ficar enclausurados em um anexo secreto em Amsterdã, na Holanda.

"Otto Frank tinha muito orgulho de seu país. Tanto que, na Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918), ele lutou pela Alemanha. Mas seus sentimentos pelo país mudaram durante a infância de Anne. A Alemanha estava passando por graves problemas, com muito desemprego e pobreza. Na época, havia um político que dizia que tudo aquilo era culpa dos judeus. O nome desse homem era Adolf Hitler. Queria uma Alemanha grande e poderosa, e mais e mais pessoas começaram a concordar com ele. Nas eleições, votaram em seu partido político. Os seguidores de Hitler eram chamados de nazistas. Os pais de Anne eram judeus."
Página 8

 Diferentemente do diário escrito pela própria garota, O Mundo de Anne Frank explora bem mais a vida em si da garota com base em relatos e no seu próprio diário. As ilustrações dão conta de dar o toque especial e diferenciado na obra.

 Ainda que seja uma boa e linda homenagem, o livro não consegue transmitir o mesmo sentimento que o diário dela transmitiu (por motivos óbvios). Apesar da nota (3 estrelas) aparentar que o livro seja de nível mediano, mas creio que o "problema" na leitura foi ainda estar apegado as memorias que tenho da leitura de O Diário de Anne Frank e, por isso, esperava sentir emoções semelhantes as que tive lendo-o, algo que não ocorreu. Reforçando: a obra não é ruim.

 Apesar de ter lido no formato digital (ebook), já pude conferir o livro físico e gostei bastante da forma que ele foi feito, tanto pelo estilo em que as ilustrações e texto se encaixam quanto pela estrutura física (capa, folhas, etc).

Leia os primeiros capítulos aqui.
 Obra indicada principalmente para quem já conhece a história incrível de Anne e quer reviver aqueles sombrios e tristes dias de guerra. Quer saber mais sobre o famoso diário da garota? Leia a resenha dele aqui.

12 de outubro de 2015

Top: Livros Infantis... Mas nem tanto


  Mais um dia das crianças e claro, não podia deixar a data em branco, até por que tem adulto que a alma de criança nunca morrerá eu. Diante disso, resolvi separar alguns livros (cinco) que considero os mais bacanas em minha prateleira, mas claro, voltado para o publico infantil. A lista pode ser controvérsia, já que alguns livros como O Pequeno Príncipe e O Dragão de Gelo não são tão infantis quanto aparentam, mas levem em consideração as categorias gerais que eles são classificados. Claro, todos são totalmente indicados para a garotada (de todas as idades). Enfim, eis os escolhidos:

6 de outubro de 2015

Resenha: Supernova - A Estrela dos Mortos

Série: Supernova, Livro 02
Editora: Novas Páginas (Novo Conceito)
Autor: Renan Carvalho
ISBN: 978-85-8163-791-4
Ano: 2015
Páginas: 480
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.




 E a aventura ganha um novo capítulo! Se em O Encantador de Flechas vivemos um enredo cercado sob os muros de Acigam, agora a estória quebra as barreiras e vai mais além e, curiosamente, tem como ponto de partida um dos capítulos "extras" do livro anterior. Dessa vez, o livro que é dividido em partes narradas por personagens distintos, é descrito por Tlavi, Gueth e claro, Leran, o personagem principal da série.

 A história inicia nos apresentando uma nova personagem: Tlavi Hur, a Estrela da Cura. Depois de uma destruição em massa na cidade de Cimérium pela Estrela dos Mortos, Shazp, Tlavi busca uma maneira de derrubar a ascensão do inimigo, nem que para isso ela precise lutar sozinha.

 Do outro lado, Leran Yandel e sua irmã, Luana Yandel, seguem fugindo dos caçadores que os querem capturá-los. Mas o maior dos objetivos é encontrar Quiroon, o único que aparentemente é capaz de ajudar a decifrar os mistérios que rodeiam Luana. Os caminhos são longos e complicados, e eles nem imaginam que a chegada será muito pior do que os "simples" silenciadores de Acigam.

 O terceiro narrador do livro é Gueth Tur, irmão "abandonado" de Tlavi. Desde que os dons de Estrela da garota foi descoberto, ela foi treinada por Ioseth e, por isso, precisou sair de sua cidade e seguir o destino "individualista" que é imposto à uma Estrela. Com isso, Gueth assumiu as rédeas da casa e se tornou um grande lutador, sendo essa a principal fonte de renda para ele e seu pai. Porém, o destino traria enormes derrotas, surpresas e emoções para ele.

"Meu pai dizia que eu era altruísta demais, que me preocupava tanto com os outros que acabava me esquecendo de cuidar de mim mesmo. Não sei até onde ele estava certo, mas acho que aprendi a viver assim por causa das plantas. Nada me alegrava mais do que um jardim bem cuidado. Quando transmitia meu carinho e atenção para as mudas, elas cresciam mais belas e isso me deixava feliz. Para mim, as pessoas são iguais às plantas. Se você as rega com carinho, colhe felicidade."
Página 229

 Eu tive uma das maiores surpresas literárias do ano lendo O Encantador de Flechas, tanto que não consegui desgarrar do livro. Toda aquela adrenalina do primeiro livro se faz presente nesse segundo, mas não é tão sufocante quanto o primeiro. Há muito mais questões "burocráticas" a serem tratadas no segundo livro, principalmente por tratar-se de uma transição importantíssima entre o começo e o fim da trilogia, o que de fato não diminuíram a qualidade da estória.

 Leran se vê em apuros durante quase todo o livro, seja pelos conflitos externos como caçadores ou por fatores internos, como a "rebeldia" de sua irmã Luana e os ciumes dele para com a independência dela cada vez mais eminente ou por novos aliados que ele não consegue confiar tanto. Gueth e Tlavi foram ótimas surpresas. São personagens que levam partes importantes do livro, dividindo a "responsabilidade" de tocar a história com Leran e Luana. Alias, foi uma personagem que levou altos e baixos em minha opinião em relação a ela no livro. Confesso que senti uma falta ENORME de Judra!

"Não existe sucesso sem dor. Não existe vitórias sem perdas.
Para vencer, o que você está disposto a sacrificar?"
Página 362

 Enfim, A Estrela dos Mortos segue a mesma linha do primeiro livro, sem perder seu foco, sem enrolar e conseguiu prender minha como a muito tempo uma série não prendia. Fica a enorme expectativa pro ultimo e decisivo livro da série que virá AINDA em 2017. Trabalha bem ai, Renan!


Série Supernova:
  1. O Encantador de Flechas
  2. A Estrela dos Mortos
  3. O Satélite de Ferro
Parceria: Novo Conceito (Selo Novas Páginas)

3 de outubro de 2015

Caixa do Correio #06 - Setembro


Outubro chegou e deixou em Setembro um gostinho de quero mais no que diz respeito a leituras. Foram ao todo seis livros recebidos (alguns em atraso) e a maioria dos lidos deixaram boas impressões. Então, eis a caixa do Correio de Setembro:

2 de outubro de 2015

Divulgação: Literaturas Nacionais


A Morte e os Seis Mosqueteiros

Autor: Anatole Jelihovschi
Páginas: 142
Editora: Jaguatirica
ISBN: 978-85-66605-57-0

Sinopse: Em seu novo romance policial, Anatole Jelihovschi mergulha fundo no cotidiano das infâncias perdidas, dos relacionamentos partidos, das oportunidades que tantos ainda acreditam distantes demais da realidade A Morte e os Seis Mosqueteiros é a história de seis garotos muito amigos de uma favela. Quando crianças, tudo era uma grande brincadeira. Os meninos gostavam de se imaginar nos mundos de capa e espada, ou na peça ‘O fantasma da ópera’, mas na verdade moravam em uma favela violenta, com bandidos e policiais trocando tiros e matando gente. Ainda quando a infância sequer os havia deixado, a violência e o tráfico na comunidade em que viviam, de uma forma ou de outra, acabariam por envolvê-los em uma teia de morte, assassinando seus sentimentos, valores e, principalmente, sua amizade.





Efeito Dominó - Parte I: 
As Primeiras Peças do Jogo

Autora: Alana Gabriela
Formato: eBook Kindle
Tamanho do arquivo: 1658 KB
Páginas: 281
ASIN: B015OW4XRO

Sinopse: Helena foi morta num passeio à Saquarema. Seis meses após o assassinato e ainda não existem provas suficientes para lastrear o caso. Cora está desestabilizada com a perda da mãe e a impotência que tem sentido em decorrência disso. Ela está passando por todas as etapas do luto, afastando-se de suas amigas e até do seu pai, Afonso. Sua vida caótica e com uma bandeira hasteada de luto vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo Cora é feita refém por um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos funestos, o obscuro é o lado mais seguro para Cora se aliar. Mas ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó!
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