31 de março de 2015

HQ: Cânone Gráfico, Vol. 1

Subtítulo: Clássicos Da Literatura Universal Em Quadrinhos
Título Original: Graphic Canon
Organização: Russ Kick
Autores: Hunt Emerson, Peter Kuper, Robert Crumb e Will Eisner
Editora: Barricada (Boitempo Editorial)
Páginas: 456
Ano: 2014
ISBN: 978-85-7559-399-8
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: A fantástica antologia Cânone gráfico reúne talentosos quadrinistas e lendários artistas gráficos com o melhor da literatura de todos os tempos. O primeiro volume da trilogia chega ao Brasil pelo selo Barricada e reune algumas dezenas dos maiores artistas gráficos contemporâneos para interpretarem, só com ilustrações, cenas de clássicos da literatura universal, das primeiras experiências literárias da humanidade até o final do século XVIII, como A divina comédia, de Dante Alighieri; Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare; e As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Organizada pelo escritor Russ Kick e lançada originalmente nos Estados Unidos em 2012, a antologia foi elogiada pelos jornais The New York Times e The Guardian, e é considerada “a Bíblia dos quadrinhos”.


 É um dos meus principais desafios já feitos aqui no blog conseguir descrever a imensidão cultural que é Cânone Gráfico. Organizado por Russ Kick, é evidente o trabalho que foi preciso para reunir, em um único livro, vários clássicos da literatura mundial em forma de quadrinhos, em suas mais diferentes formas (de escrita e de desenhos), línguas e culturas. 

 Lançada pelo selo Barricada (da Boitempo Editorial), a obra possui adaptações de livros dos mais celebres escritores (e ilustradores) e distinto em suas vertentes, abordando temas políticos, religiosos, sentimentais, e outros, através de obras tradicionais como Ilíada, A Divina Comédia, Rei Lear, Viagens de Gulliver, A epopeia de Gilgamesh (que tem sua arte representada na capa do livro) e até mesmo o livro de Apocalipse, o mais "impactante" de toda a Bíblia Sagrada.

 Mais que uma simples coletânea, Cânone Gráfico é uma obra artística de seu planejamento à sua estruturação. Pensa que nele encontra-se apenas os Quadrinhos? Não! Antes de começar cada "aventura", temos um breve resumo da mesma visando não só o aspecto da história mas também o que o ilustrador quis propor com aquilo.

Ao final do livro (dos quadrinhos, melhor dizendo), Liz Byer reuniu referencias de leituras complementares para que os leitores possam ler futuramente (ou previamente) e ficar mais apto a proposta das estórias, como se fossem referencias bibliográficas.

"Cada peça vale por si, mas juntas formam um vasto caleidoscópio de arte e literatura. Um arco-íris de abordagens visuais foi aplicado ao tesouro dos grandes escritos do mundo, e algo maravilhosamente novo ganhou forma. Esse é o ponto principal do Cânone gráfico. Ele pode ser encarado como uma ferramenta educativa, e espero que seja usado dessa maneira."

 Levando em consideração a estruturação do livro, parabenizo todos os envolvidos (seja pela edição original quanto pela edição Brasileira), desde sua organização à suas traduções (créditos a Magda Lopes e Flávio Aguiar), que consegue adequar-se corretamente a cada "traçado" e enredo a ser proposto naquele momento.

 Não posso negar que demorei bastante tempo lendo-o, pois queria absorver cada detalhe. Meus quadrinhos favoritos da coletânea foram: Dom Quixote, do Miguel Cervantes (Arte de Will Eisner), Medeia, do Eurípedes (Arte de Tori McKenna), o Soneto 18 de Shakespeare (Arte de Robert Berry) e o livro de Apocalipse do Novo Testamento (Arte de Rick Geary).

 O projeto "Cânone Gráfico" terá três volumes (Fonte: A Tarde) e o segundo já está sendo preparado pela Boitempo. Gostou? Não deixe de colocar sua opinião nos comentários!

::::::::::: GALERIA DE FOTOS ::::::::::: 

27 de março de 2015

Resenha: The Pointless Book

Título: The Pointless Book: Um Livro Sem Noção
Título Original: The Pointless Book
Editora: Verus (Record)
Autor: Alfie Deyes
ISBN: 978-85-7686-413-4
Ano: 2015
Páginas: 192
Sinopse: Complementado por um app gratuito, este é um livro sem noção, cheio de diversão e desafios: assar um bolo na caneca; criar uma cápsula do tempo; fazer desenhos insanos; escrever um diário sobre uma semana da sua vida; aprender origami etc. Totalmente ilustrado e com uma série de jogos, atividades e brincadeiras, Alfie desafia você a completar seu diário e a não fazer praticamente nada com orgulho. Alfie Deyes é um vlogger inglês de 21 anos. Com seus vídeos bem-humorados, ele tem 3 milhões de assinantes em seu canal no YouTube, 2 milhões de seguidores no Instagram, 2 milhões no Twitter e 1,7 milhão no Facebook.

 Pense em um livro louco. Agora, junte essa loucura a uma série de desafios e brincadeiras e, de quebra, use seu celular como "auxiliar" para completar o livro. Pronto, você está pronto para se deparar com The Pointless Book: Um Livro Sem Noção.

"Você está segurando um livro que não vai mudar a sua vida, não vai te deixar mais inteligente, nem vai trazer a pessoa amada em três dias, mas não importa. Pelo menos dá pra fazer bolinhas de papel."

 Semelhante a estrutura de "Destrua Este Diário", o livro é 100% interativo com o leitor. São diversos desafios, charadas e brincadeiras criadas pelo vlogger Alfie Deyes (do PointlessBlog) para mexer com o juízo de quem está com o livro em mãos.
Obs.: Clique nas imagens a seguir para amplia-las. 

  

 Em algumas páginas, há um desenho de um aparelho celular e ai que a brincadeira fica mais sem noção divertida: Ao baixar o aplicativo com o mesmo nome do livro (no iTunes ou Google Play), você descobrirá videos com mais algumas bizarrices do Alfie. Basta escanear a imagem de um celular que se encontra em algumas páginas.

 

 Claro, não espere coisas maravilhosas do livro. Não há histórias, não há personagens. Ainda que algumas coisas tenha me feito esboçar um sorriso, alguns desafios me soaram bobos. Entretanto, se levarmos o livro para o lado de leitores mais juvenis, ai a proposta se torna um prato cheio, já que a criatividade e interação fará-se presente nele (e o livro será um aliado dos smartphones). Se você procura algo diferente, descontraído e, acima de tudo sem noção, The Pointless Book é a pedida certa!


Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Verus)

26 de março de 2015

Parceria: Fabiana Cardoso

 Tem novidade no ar! Hoje anuncio para vocês a parceria com a Fabiana Cardoso, autora dos livros ADQS: Desvendando a Organização Secreta e ADQS 2: Desafiando as Regras da Organzação. O primeiro livro já foi resenhado aqui no blog [resenha aqui] e em breve o segundo também aparecerá aqui no blog. Agradeço a autora pela confiança na parceria e já estou na expectativa pela leitura!
SOBRE A AUTORA
 Fabiana Cardoso nasceu na cidade de São Paulo, no dia 18 de novembro de 1976. Sempre gostou de ler e na adolescência gostava de escrever estórias que apenas pessoa próximas liam e gostaram, escreveu as aventuras da ADQS nos anos entre 1997 e 1998. Entrou na faculdade de fisioterapia e deixou de escrever para se dedicar aos estudos. Em 2010 quando se casou e fez a mudança encontrou suas anotações e decidiu reescrevê-la e atualizá-la para os dias de hoje. Em 2013 lança o segundo volume da série ADQS.


SOBRE O LIVRO: ADQS 2
Sinopse: Thaís retorna para a equipe de Henrique, na ADQS, e passa a enfrentar novos desafios; na sua volta, as regras da Organização Secreta parecem mais difíceis de serem seguidas. Em companhia dos agentes: Caio, Bruna, Ed e Valéria, se empenha em resolver as missões, embora o passado insista em lhes perseguir, fazendo com que tenham que burlar as regras impostas. Revelações do passado, segredos descobertos e novos enfrentamentos podem causar mais problemas a essa agência secreta, que tem sua existência ameaçada. Contrariar a regras, pode colocar em risco a nova identidade que nem sempre está Acima De Qualquer Suspeita. Em meio a esse redemoinho de emoções, a equipe ainda tem que investigar um assassino serial que persegue os espiões e ameaça a organização, e seus membros. 
ADQS 2: Desafiando as Regras da Organzação
Ano: 2014
Páginas: 287
Editora: Modo Editora

24 de março de 2015

Resenha: A Urna Sagrada

Título Original: The Bone Box
Editora: Record
Autor: Bob Hostetler
ISBN: 978-85-01-08752-2
Ano: 2015
Páginas: 336
Skoob
Avaliação: ★★★
Sinopse: Como arqueólogo, cabe a Randall Bullock decifrar vestígios de civilizações antigas. Como marido, deve aprender a conviver com a morte da esposa. Como pai, Rand não sabe o que fazer. Seu relacionamento com a filha Tracy, de 19 anos, promete ficar ainda mais complicado quando ela é expulsa da faculdade e vai atrás dele em Israel. Porém, trabalhar naquela região é cada dia mais perigoso e, ao ser designado para um novo local, Randall acaba precisando contar com a ajuda da bela oficial da polícia israelense Miri Sharon. Mas o verdadeiro desafio ainda está por vir. Dois ossuários estão enterrados ali, e um deles contém um pergaminho que pode comprovar a ressurreição de Jesus Cristo. Forçado a encarar o poder dessa revelação histórica, ele deve confrontar suas próprias crenças — ou a falta delas — enquanto tenta evitar que as consequências de sua descoberta tenham uma reviravolta desastrosa. A urna sagrada é um suspense histórico que alia, de maneira magistral, conflitos políticos, romance e fé. Com todo o seu conhecimento religioso e uma boa dose de ação, Bob Hostetler consegue levar o leitor a uma nova versão de um importante momento da história do mundo.

 A vida de Randall Bullock virou de pernas pro ar quando sua mulher (e porto seguro) morreu em um trágico acidente de carro. A depressão o abraçou e o álcool se tornou seu melhor amigo, fatos que só agravaram ainda mais a distancia dele para sua filha, Tracy.

 Ele, arqueólogo de profissão, resolveu aceitar um convite para trabalhar em uma escavação em Israel. Lá, ele encontraria possíveis provas tanto da existência quanto da ressurreição de Jesus. Ai que entra um fator que poderia ser relevante para Randall: ele é "ateu", mesmo depois de anos vivendo e crescendo no evangelho. Tracy, está em apuros pois acabou de ser expulsa da faculdade e por isso, sem ter muito o que fazer nos EUA, decide ir atrás do pai sem que ele saiba. Qual a probabilidade disso dar certo??

 O livro, como um todo, deixou bastante a desejar e me decepcionou. A história de início apresenta um teor politico-religioso que prende o leitor. A ambientação história-cenário também é valorizada pelo autor. Porém, no decorrer do enredo, tudo aquilo se perde, junto com o foco que a obra propôs. O mistério que a envolve também não é tão empolgante assim.

 Randall, que é o personagem principal da estória, perde forças no enredo para Tracy, que por vários momentos teve suas aventuras mais interessantes que a do próprio pai. E por falar em pai e filha, um dos fatores positivos da obra é a vida pessoal dos dois que é narrada enquanto o mistério esta sendo apurado. Ambos não sabem lidar consigo mesmo e muito menos se relacionar um com o outro. 

 Um fator que desagradou foi a história paralela que se passa dos anos 18 à 32 d.C. A ideia proposta por Bob Hostetler nesse quesito é excelente, não fosse a descontextualização que ela causa na leitura. Em momentos que você está no ápice da aventura, a história "atual" para para que a "segunda história" possa ser narrada.

 O final também deixou a desejar pois é bem previsível. Poderia ter sido mais envolvente e/ou mais emocionante no que diz respeito ao missão que fez Randall ir para o Israel (e redondezas) de fato. A questão religiosa é veementemente presente do meado para o final do livro, o que de certa forma deixou a história legal principalmente com a inclusão de Carlos, outro personagem que viria a ganhar folego desse ponto da história a diante.

 Enfim, o livro em si poderia ter sido melhor explorado. A proposta é excelente, o corpo da história é incrível mas infelizmente parece que o autor Bob Hostetler perdeu-se em suas ideias. Não escondo a decepção mas ainda assim eu deixo aquela interrogação sobre indicar ou não a leitura da obra.

22 de março de 2015

Resenha: A Mais Pura Verdade

Título Original: The Honest Truth
Editora: Novo Conceito
Autor: Dan Gemeinhart
ISBN: 978-85-8163-633-7
Ano: 2015
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas, em certo sentido um sentido muito importante, Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça.  A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.
Skoob

 Em seu primeiro livro, Dan Gemeinhart trás para o mundo um garoto que poderia ser qualquer outro, mas algo nele o torna especial, essa é a mais pura verdade. Uma história simples, leve e, ainda que tenha seu teor dramático, divertida.

 Mark tem tudo para ser um garoto normal: uma família unida e atenciosa, uma amiga incrível e um cachorro que é o seu maior companheiro. Mas Mark tem uma doença grave e, se não tratá-la, seus dias estariam contados. Seus familiares e amigos evitam falar no assunto, para que o garoto se sinta o mais normal possível (que de fato, é).


 Depois de muitos anos de luta e da situação aparentemente controlada, seu câncer volta ainda mais intenso. Mas, ele não aceita a doença e, "revoltado" com a situação, ele decide deixar tudo para trás (ou quase tudo) e partir para realizar seu maior sonho: Escalar o perigosíssimo Monte Rainier, talvez sendo sua ultima aventura. Consigo, ele está apenas com uma maquina fotográfica (que ele viria usar a cada momento considerável único para ele), caderno e caneta principalmente para escrever seus tão queridos haicais, equipamentos de alpinismo e, claro, seu fiel escudeiro Beau, o seu cachorro.

“Um estranho é só um amigo que você ainda não conheceu”
Página 136

 Do outro lado da história conhecemos Jessie, melhor amiga de Mark e que cresceu e acompanhou toda sua jornada, desde seus segredos à luta pela vida. E é nesse critério que o livro apresenta um diferencial: Entre cada capitulo narrado por Mark, temos "meios capitulo" que são narrados em terceira pessoa na visão de Jessie e dos familiares do garoto. Enquanto de um lado vemos as desventuras do garoto, do outro vemos o sofrimento dos amigos e parentes dele. 

 Um ponto que achei favorável a história é o personagem central ser mais humano que em geral costuma ser em estórias do gênero. Mark questiona a todo momento sua existência (desde a doença à vida) e é determinado em seus objetivos. Ele tem total dimensão de seu problema mas consegue ser forte (pelo menos na presença dos pais). Sua trajetória até o Monte não seria nada fácil, claro. Exigiria bastante determinação do jovem e persistência para ele alcançar seu objetivo, mesmo com tantas pedras no caminho (algo que serve para nossa vida real).

 Ainda que eu aparentasse mais intenso do que é, A Mais Pura Verdade cumpre com o que prometeu. Desde que li a prévia do livro, surpreendentemente criei uma certa expectativa pela leitura dele. Talvez a história não seja tão boa, mas o fato dela ter conseguido me envolver do inicio ao fim e ter fluido tão bem que, ao chegar no final ficou a sensação de "queria mais", fizeram valer as quatro estrelas para a obra. 

19 de março de 2015

Resenha: Insurgente

Título Original: Insurgent
Série: Divergente
Editora: Rocco (Jovens Leitores)
Autor: Veronica Roth
ISBN: 978-85-7980-155-6
Ano: 2013 
Páginas: 512
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Uma escolha poderá destruir tudo! Mais uma inebriante e emocionante história, repleta de reviravoltas, corações partidos, romance e poderosas revelações sobre a natureza humana. Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, segundo volume da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama e a própria vida enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.
:::::: RESENHA LIVRE DE SPOILERS ::::: 

 Diferentemente de como costumo escrever resenhas, não farei nenhum tipo de referencia/resumo ao contexto para evitar spoilers do primeiro livro. Deixarei em evidencia apenas minha opinião quanto a trama.

Insurgente. Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, mas que não é necessariamente considerada agressiva.”
Página 269 (eBook)

 A guerra está travada! Insurgente começa exatamente no ponto em que Divergente parou, como se fosse um capítulo subsequente do primeiro livro (que de fato não deixa de ser), o que me agradou. Nenhuma facção (ou até mesmo os sem-facção) está segura. 

 Tris já não é mais aquela menina perdida e "indefesa" do primeiro livro. Agora ela já tem a personalidade da Audácia mais apurada em si. Em outras palavras, Beatrice Prior amadureceu (forçadamente, diga-se de passagem).

 Tobias Eaton (ou Quatro, como queiram) agora, mais do que nunca, precisa desafiar seus medos (principalmente aqueles quatro medos presentes em sua Paisagem do Medo, quando ele decidiu ir para a audácia).

 Ainda que, na minha opinião tenha sido mais envolvente e pesado que o primeiro, o livro ainda possui muitos altos e baixos (até mais que Divergente), com momentos totalmente desprezíveis para a estória, que desfavoreceram em alguns instantes a leitura.  Em contrapartida, um ponto positivo do segundo livro foi que, coisas que haviam me deixado confuso no primeiro livro foram enfim melhor explicadas (como o final, por exemplo). Em outras palavras: as pontas soltas foram presas.

 Insurgente é surpreendente até certo ponto. Muitas pessoas que conheço não gostaram tanto do segundo livro, o que me fez ter um certo receio em lê-lo. Ainda que ficasse aquela sensação em algumas partes de "podia ser melhor", como um todo Insurgente consegue cumprir sua missão. A proposta é bem construída e a autora consegue manter o seu foco inicial, sem se perder nas ideias.

Dá para ver a água entrar, amarronzada, desaparecer dentro da máquina e sair limpa. Nós dois assistimos o processo de purificação, e eu me pergunto se ele está pensando a mesma coisa que eu. Como seria bom se a vida funcionasse assim, livrando-nos da nossa sujeira e nos devolvendo, limpos, para o mundo. Mas certas sujeiras parecem destinadas a durar.”
Página 32 (eBook)

 Há muitos mistérios a serem desvendados, bem maiores do que podemos imaginar. A ansiedade pelo terceiro livro agora é maior do que foi para mim ler os dois primeiros livros da trama (ainda que já tenha recebido alguns spoilers internet afora). Numa avaliação de 0 à 10, Insurgente recebe 8 e minha indicação. 

Trilogia Divergente:

18 de março de 2015

[Março] Lançamentos Grupo Pensamento


► EDITORA JANGADA
Starling, Lesley Livingston
Mason Starling é campeã de esgrima da equipe da Academia Gosforth, mas nunca teve de lutar por sua vida. Não até a noite em que uma violenta tempestade sobrenatural assola Manhattan, aprisionando Mason e seus colegas de equipe dentro da escola. Mason é atacada por criaturas horrendas, com forma vagamente humana, mais aterrorizantes que os trovões e raios, enquanto a tormenta traz para a vida dela um perigoso desconhecido: um jovem que não se recorda de nada além de seu nome - Fennrys, o Lobo. Quando descobrem que a família de Mason, com sua obscura ligação com antigos deuses nórdicos, é a chave de todo o mistério, Fennrys e Mason subitamente se veem diante de um futuro catastrófico: o Ragnarök - ou o fim do mundo, como o conhecemos.

15 de março de 2015

Wishlist #9

Faaaala pessoal!

Depois de alguns meses e muitos livros depois, resolvi lista novamente aquelas obras que são meus maiores desejos de consumo no momento. Diferentemente das outras listas já feitas [todas aqui], dessa vez irei colocar os 5 livros mais desejados independentemente se eles já foram citados ou não nos posts anteriores, algo que até a Wishlist #8 não era feito. Enfim, sem mais delongas, eis os cinco escolhidos, independentemente da ordem:

11 de março de 2015

HQ: Star Wars - A Ameaça Fantasma

Título Original: Star Wars - Episode I: The Phantom Menace
Editora: Panini Books
Roteiro: George Lucas
ISBN: 978-85-8368-040-6
Avaliação: ★★★★★


Sinopse: O primeiro capítulo da épica saga Star Wars agora em Quadrinhos! Adaptado do roteiro original de George Lucas, Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma revela a história e os eventos que serviram como fundação para a luta da Aliança Rebelde contra o Império conforme registrada na trilogia original de filmes da série STAR WARS. Retratando personagens familiares como nunca visto antes e introduzindo novas figuras importantes destinadas a se tornar ícones de Star Wars, Episódio I – A Ameaça Fantasma é uma experiência cinematográfica que não deve deixar de ser vista, e esta adaptação para graphic novel não pode deixar de ser lida por todos os entusiastas de STAR WARS.




 Novidade na área. Tendo em vista minha crescente lista de leitura de História em Quadrinhos (HQs), irei reservar um espaço para a divulgação das mesmas, quinzenal ou mensal (ainda não definido). A proposta é semelhante dos livros: resenhar a obra, porém irei não levar em conta apenas a história, mas sim toda característica da HQ, o que deixara o review bastante ilustrativo. Para iniciar, irei falar de nada menos que o lançamento bimestral da Panini: O primeiro volume da hexalogia Star Wars!


A Ameaça Fantasma trás para o mundo das HQs a mesma história escrita por George Lucas e que foi para as telonas em 1999, seguindo assim os mesmos acontecimentos do filme homônimo.


 Depois da federação Comercial bloquear remessas destinadas ao planeta Naboo, o Chanceler Valorum, visando evitar uma guerra cada vez mais eminente, envia dois cavaleiros Jedis para negociar: Qui-Gon Jinn e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi. Depois de intensos conflitos e do resgate da Rainha Amidala, eles são obrigados a aterrissar no longuiquo planeta Tatooine para reparar sua nave. E é la que eles conhecem o jovem e escravo Anakin Skywalker, um garoto promissor, inteligente e com uma aura incrível da Força dentro de si. Obi-Wan acredita que ele seja aquele que irá estabelecer o equilíbrio entre a Força e fará de tudo possível para leva-lo dali e torna-lo um cavaleiro Jedi. O que ninguém sabe é que, aliado a federação Comercial está dois Sith (rivais dos Jedis, digamos): Darth Sidious e Darth Maul.


 Os quadrinhos conseguem retratar exatamente as aventuras do roteiro de George Lucas, sem perder seu encanto, o que é um fator louvável se levarmos em conta a dificuldade que é retratar em imagens essa história. Por falar em imagens, as ilustrações são muito bem desenvolvidas pelo desenhista Rodolfo Damaggio e o arte-finalista Al Williamson, a HQ é detalhada, não deixando os personagens com semblante "morto". Encadernado, capa dura, a obra possui letras brilhantes na capa e lombada, valorizando assim o estilo e qualidade dela, afinal não é atoa que ela é chamada de HQ de luxo da série.

 Não encontrei nenhum defeito no quadrinho, seja em conteúdo físico ou de leitura, muito pelo contrário. Arrisco dizer que será (quando completa) a coleção mais bela em minhas prateleiras, e claro, irei atualizá-los sobre cada um dos futuros lançamentos. Essa edição pode ser encontrada nas bancas e livrarias de todo Brasil pelo preço (tabelado) de R$ 24.90.

Gostaram da novidade? Curtem Quadrinhos também? Não deixem de expressar suas opiniões nos comentários! 

6 de março de 2015

Resenha: O Inquisidor

Título Original: The Inquisitor
Autor: Mark Allen Smith
Editora: Record
ISBN: 978-85-01-09512-1
Ano: 2015
Número de páginas: 416
Avaliação: ★★★
Sinopse: Geiger tem um dom: ele sabe quando alguém está mentindo. Na função que exerce, a chamada “obtenção de informações”, Geiger utiliza sua valiosa habilidade e vários métodos psicológicos que levam suas vítimas a um ponto em que o medo supera a dor. Assim que atingem esse ponto, elas não têm mais como resistir. Uma das únicas regras seguidas pelo torturador é não trabalhar com crianças. Quando seu sócio, o ex-jornalista Harry Boddicker, lhe traz um novo cliente que exige que ele interrogue um menino de doze anos, sua resposta é “não”. Mas quando o cliente ameaça levar o menino para Dalton, um torturador sem regras, famoso por matar seus interrogados, Geiger, cujo passado é um mistério até para ele mesmo, é surpreendido por um sentimento estranho de proteção e foge com o menino na tentativa de salvar sua vida.  Enquanto Geiger e Harry investigam por que o cliente está tão desesperado para descobrir o segredo guardado pelo garoto, eles se veem caçados por um adversário cruel. E é no meio dessa caçada implacável que o passado misterioso e sinistro de Geiger vem à tona.

 Em seu primeiro livro, Mark Allen Smith no apresenta O Inquisidor, que é alguém que tem a capacidade de interrogar e julgar outra pessoa. Nesse caso, o inquisidor em questão é Geiger, uma pessoa indecifrável, fria e sem medos. Tanto seu passado quanto ele são barreiras impenetráveis. 

 Geiger é um torturador nato que age no ramo de OI (obtenção de informações). Ao contrário do que se imagina ao falar isso, a maior forma de tortura utilizada por ele é feita psicologicamente sob o torturado (ao qual ele denomina de Jones), sendo assim capaz de conseguir toda informação que precisa através da "leitura" da mente do indivíduo. 

 Seu sócio Harry Boddicker é responsável pela administração do negócio, mas mesmo assim desconhece qualquer detalhe da vida pessoal de Geiger. Quando Harry apresenta um novo cliente, as coisas começam a criar forma. Primeiro, por que o Jones a ser interrogado seria um garoto de 12 anos (Ezra), algo que vai contra os princípios de Geiger (ele não avalia crianças, maiores de 72 anos e cardíacos). As coisas ficam ainda mais estranhas quando ele, o frio e calculista, resolve "sequestrar" o garoto para salvar sua vida. Ai que descobrimos que as coisas são bem mais complexas do que aparentava ser.

 O livro começa com um ritmo frenético, empolgante e bastante crítico, principalmente pela forma que Geiger ver as coisas ao redor. Logo, pensamos: por que ele é assim? Algo em seu passado o traumatizou? Porém, com o decorrer das páginas ele se mostrou longo e com MUITOS altos e baixos, com momentos de pura tensão à momentos rasos. Outra coisa que me incomodou (não tanto no final, mas mais pro inicio da obra) foi as cenas de tortura que poderiam ser melhor detalhadas, deixando aquela sensação de uma pessoa em pé em sua frente, tapando parte de sua visão ao ver um filme no cinema, por exemplo. Você quer ver mais, mas não consegue.

 Ezra, que deveria ser um personagem chave para a trama se desenvolver se torna uma peça não tão importante quanto deveria ser, deixando a maior parte de sua participação na história lenta e superficial. Harry é um personagem que pode se equivaler à Watson (como parceiro de Sherlock), na qual não consegue acompanhar 5% do raciocínio do parceiro mas admira mesmo assim seu trabalho. Outros personagens merecem destaque, como o outro inquisidor do livro Dalton (esse BEM mais cruel que Geiger) e o psiquiatra de Geiger, Dr. Corley

 Apesar de ter gostado bastante do personagem principal, achei que o livro poderia ser melhor trabalhado e explorado, não que isso tenha o deixado ruim (e muito menos que ele seja ruim, pois não é). A história é precisa para quem procura um thriller/policial diferente do que se costuma ver. De 0 à 10, nota 7,5.

3 de março de 2015

Resenha: Fique Onde Está e Então Corra

Título Original: Stay Where You Are and Then Leave
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
ISBN: 978-85-438-0046-2
Ano: 2013
Número de páginas: 224
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, o amor é a única arma de um garoto para curar seu pai. Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados — enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.


 Em mais uma história com carga dramática e com ambientação pesada, John Boyne nos apresenta Fique Onde Está e Então Corra. Dessa vez conhecemos Alfie Summerfield, um garoto que completava cinco anos de idade quando a Primeira grande Guerra Mundial em 28 de Julho de 1914. Seu aniversário foi "comemorado" discretamente. Dias depois, seu pai iria se alistar para o exército Inglês e partir para o combate, deixando Alfie e sua mãe com as mãos atadas (e o coração nelas).

 Quatro anos se passaram e Alfie já não mais recebia noticias do seu pai George Summerfield. Há proposito, ele já desacreditava na vivencia do seu velho. Uma das características cômicas de Alfie era isso, não saber distinguir uma idade aproximada para os adultos - pessoas com 25 anos ele imaginava ter 60 (todos eram idosos para ele, por assim dizer). Era um dos motivos que ele acreditava que o Sr. Janácek (um húngaro que se mudou para Londres e pai de sua melhor amiga, Kalena) iria aposentar-se logo, abrindo assim uma oportunidade breve para o garoto trabalhar na sua loja de doces.

"— Se Praga é tão maravilhosa — ele perguntou —, então por que o senhor se mudou para Londres?

O sr. Janácek abriu um imenso sorriso e ele pareceu mais feliz do que todas as outras vezes em que Alfie o tinha visto.

— Pela melhor razão do mundo — ele explicou. — Por amor."

 A mãe do garoto, Margie Summerfield precisou trabalhar triplicado para conseguir manter o que restou de sua família. Enquanto que, escondido, Alfie começa a se aventurar em um "emprego" que ele mesmo propiciou para si. E foi numa dessas aventuras que ele voltou a acreditar que seu pai ainda não estava morto. Ele iria mover montanhas para correr atras de seu velho.

 A história ainda que simplória é SENSACIONAL! John Boyne consegue mais uma vez tocar fundo com um enredo que relata o caos interior e exterior capaz de ser causado por uma guerra. Dessa vez o autor transmitiu as sensações causadas pelo lado inglês/britânico da guerra. Os personagens são de personalidade única, dando corpo ao enredo. Cada um possui sua singularidade e expressividade, além de sua devida importância para o decorrer da obra.

 Alfie era um garoto comum como todo outro, com seus sonhos, atitudes questionáveis/engraçadas e, acima de tudo feliz. Tudo isso é deixado bem claro em "flashbacks" do garoto no decorrer da obra. Hoje ele sente nos ombros o peso da responsabilidade, mas sem perder a essência de criança, algo que o autor consegue de uma forma singular deixar em evidencia, apesar dos pesares.

 Ao chegar no final, sente-se aquele gostinho de quero mais. Como um todo, o livro é de fácil leitura e entendimento, altamente reflexivo e indicado a todos que procuram um drama no estilo Jonh Boyne de ser. De 0 à 10, nota 8,5 para ele!
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