30 de outubro de 2013

Wishlist #7

"Quem é vivo sempre aparece!", e nesse caso, foi a postagem do Wishlist ou a minha lista de desejos. Mais precisamente, foram 5 meses de "descaso" (ou porque eu fiquei submerso a novidades literárias e que não consegui dar conta de todas). Sem perder as caracteristicas do post, irei apresentar hoje 3 livros que estão no topo da minha lista, com exceção dos que já citei em posts anteriores. 

24 de outubro de 2013

Resenha: É o primeiro dia de aula... sempre!

Título Original: It's the First Day of School...Forever!
Autor: R. L. Stine
Ano: 2012
Editora: Editora Seguinte/Cia das Letras
Páginas: 168
ISBN: 978-85-65588-32-4
Avaliação: ★★★
Sinopse: No primeiro dia de aula Artie cai da cama e bate a cabeça. Então, no café da manhã, seu irmão mais novo derruba a calda da panqueca no cabelo dele, que não tem tempo para lavá-lo. No caminho, um caminhão passa por uma poça d'água e espirra toda a água nele. Não é só o primeiro dia de aula - é o pior dia de aula da história. Na manhã do dia seguinte, Artie caí da cama e bate a cabeça. Seu irmão mais novo derruba a calda da panqueca no cabelo dele e... Hã??? Tudo está acontecendo exatamente da mesma maneira que no dia anterior! O primeiro dia de aula se repete no dia seguinte, e no dia seguinte, e no dia seguinte... Será que Artie vai conseguir encontrar um jeito de mudar isso? Ou será o primeiro dia de aula... SEMPRE?
 Artie vivia o drama que toda criança na sua idade ou não vive/viveu: O primeiro dia de aula num colégio novo! Não bastasse a natural ansiedade, medo e receio, o dia estava anormal e infeliz para ele: De cair da cama e bater a cabeça à receber um "banho de um caminhão" indo pro colégio. Na escola, as desventuras só pioram: Ver seu cachorro segui-lo e arrancar um pedaço do paletó do ditetor, "comprar" uma briga com um dos alunos mais populares da escola, conhecer a zona negra do colégio... Definitivamente, não era seu dia. 

 Natural, passa... Não para ele. No dia seguinte, tudo se repete exatamente como o dia anterior. Porém, na tentativa de melhorar a situação e não cometer os mesmo erros, as coisas desandam e acontecem em proporções ainda maiores e mais catastróficas, se assim podemos chamar. Preso nesse ciclo, o que Artie deveria (ou não) fazer? Estava ele louco? Sonhando? 

 É nesse ritmo que R. L. Stine desenvolve uma trama bem humorada que nos deixa completamente sem ideia do que poderá acontecer ao final daquilo tudo. Para se ter uma ideia, a curiosidade foi tanta que li o livro inteiro em pouco mais de uma hora. Confesso que me senti enganado (não direi o porque), mas gostei bastante do desfecho. A escrita é simples e muito similar à de Lemony Snicket (não querendo fazer comparações, ok?) só que em primeira pessoa, o que facilita bastante a leitura.

 Mas como sofreu esse Artie, viu?! Dificilmente encontrarei outro personagem com tanto azar em suas costas como ele. Propositalmente, não irei me aprofundar na resenha devido aos fatos apresentados na estória. Por fim, se você procura um livro leve, engraçado, rápido e legal, terá a dose certa em É o primeiro dia de aula... sempre! 

19 de outubro de 2013

Resenha: ADQS

Título: ADQS - Desvendando a Organização Secreta
Autor: Fabiana Cardoso
Ano: 2012
Editora: Modo Editora
Páginas: 424
ISBN: 978-85-65588-32-4
Avaliação: ★★★
Sinopse: Cíntia encontra-se envolvida com um criminoso de Florianópolis, até presenciá-lo cometendo um assassinato e perceber, então, o perigo que está correndo. Mas em sua fuga desastrosa é presa em flagrante por tentativa de homicídio. Suas alternativas são: denunciar o 'namorado', praticamente, assinando sua sentença de morte ou ser presa e permanecer um longo tempo na prisão. Na delegacia acaba conhecendo Henrique, um homem charmoso e misterioso que faz uma proposta - a garantia de que não irá para a cadeia. O que ela não imaginava é que seria recrutada para fazer parte de uma organização secreta, assumindo a identidade de Thaís Torres e se mudando para São Paulo. Agora a mais nova agente da ADQS terá que investigar crimes que a polícia comum não conseguiu resolver, arriscando sua vida nas operações pouco convencionais da organização. Aos poucos, Thaís desvenda os mistérios da organização secreta, vivendo fortes emoções em suas missões e se arriscando em um romance proibido. Mistério, aventura, humor e romance fazem parte desta trama.
  ADQS é um livro que, apesar de oscilar bastante, conseguiu agradar-me. Porque? Já explico. 
 Fabiana Cardoso nos apresenta a história de Cintia, uma jovem Catarinense que viu-se envolvida (indiretamente) no assassinato de seu melhor amigo pelo seu então namorado e traficante, o Walter. Dado alguns fatos, ela termina conhecendo Henrique, um advogado que garantiu que ela não seria presa ou condenada, fato que não ocorre. De uma forma (que não contarei), ela termina sendo recrutada a participar da ADQS (Acima de Qualquer Suspeita), uma "agência" anonima que trabalha e age de forma mais eficiente que a própria policia, por assim dizer. Para isso, Cintia tem seu passado "apagado". Tudo que ela foi, fez e era deveria cair no esquecimento e não mais contado a ninguém (uma das regras), tendo ela assumido uma nova identidade: Thaís Torres. 

 É nessa perspectiva que ela segue sua nova vida, conhecendo novas pessoas, fazendo amizades e descobrindo novos amores (algo que poderia complicar seu futuro). Assim como Thais, todos os recrutados da ADQS são pessoas que receberam uma nova chance de escrever sua história, mesmo que de forma não tão liberal assim. 

  De fato, não havia criado nenhuma expectativa em relação ao livro, tendo em vista que algumas resenhas lidas sobre ele variavam bastante. A dinâmica da estória começa frenética, o que de fato favoreceu a vontade de ler aumentar. [Pitaco: Acho que poderia dar uma boa série de TV]. Acredito que o primeiro capitulo fez com que eu quisesse conhecer de fato a trama, acima até da sinopse. Porém, depois da metade do livro, achei que ele torno-se cansativo e não consegui achar a mesma empolgação que havia visto nos capítulos que se passaram. Os personagens (alguns) que estavam sendo bem desenvolvidos começaram a ficar mecanizados, o que provavelmente fez com que o rendimento caísse. Os casos já não eram surpreendentes e/ou  resolvidos muito facilmente. Acreditem, achei o romance (de quem? Não sei) como ponto positivo da estória.

 Apesar de não parecer, pelo que eu já descrevi, eu gostei do livro. Os pontos positivos sobressaem aos negativos. No contexto geral, ADQS é, acima de qualquer suspeita, um bom livro policial pra ser lido e que terá uma continuação. 

12 de outubro de 2013

Top 5: Crianças Literárias

 Dia das Crianças, conhecido também como 12 de Outubro. Visando esse dia, resolvi trazer alguns personagens infantis (no termo criança da palavra) que marcaram época (a minha época, principalmente). Confesso que escolher apenas cinco não foi tarefa fácil. Prova maior disso foi ter excluído a "ladra de livros" dos Top. Sem mais delongas, os 5 representantes do TopFive especial de Dia das Crianças foram esses: 

10 de outubro de 2013

Biografia: C.S. Lewis

 Clive Staples Lewis, ou apenas C.S. Lewis (★ Belfast, 29 de novembro de 1898 — ✝ Oxford, 22 de novembro de 1963) foi um professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor britânico, nascido na atual Irlanda do Norte. Tornou-se famoso por sua história de conversão do ateísmo ao cristianismo, e a partir daí, escreveu obras de ficção e teologia, além de dar palestras em rádios e eventos. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis de nome As Crônicas de Nárnia.

3 de outubro de 2013

Resenha: Cidades de Papel

Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 361
ISBN: 978-85-8057-374-9
Avaliação: ★★
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
 De todos os três livros que li do John Green (contabilizando esse), Cidades de Papel foi o que aparentemente mais me agradaria após ter lido sua sinopse. Ah como estava enganado... 

 Nesse livro conhecemos a história de Quentin Jacobsen, ou apenas Q. Quando mais novo (ainda criança), Q vivia na Jefferson Park. Lá ele conheceu sua amiga de infância Margo Roth Spiegelman, que viria se tornar seu grande amor "secreto". Mas, numa volta de bicicleta no parque, eles encontraram um cadáver, fato que interferiu diretamente no emocional e amizade de ambos. Crescendo separados, os anos passam e as coisas mudaram: Margo se tornou a garota popular do colégio no ensino médio, enquanto o "nerd" Q é apenas mais um naquele ambiente. Inimizades com os "grandes" ele não possuía e nem os mesmos procuravam infortuná-lo como o padrão tende a acontecer, o que facilitava sua vivencia naquele lugar. Ben e Radar são seus melhores amigos, e convenhamos, são os pontos altos do livro (ou ponto cômico, como queiram)

 Até que numa noite qualquer, Margo aparece à janela de Q convidando-o para a que seria a maior aventura de sua vida (se é que ele teve alguma outra até aquele dia). Relutante, o ingênuo Q cede aos "encantos da amada" e acompanha-a numa série de trotes as pessoas que haviam a feito algum tipo de mal (de seu ex até sua melhor amiga ou quase isso). No dia seguinte, Margo não aparece no colégio. Nem no dia seguinte, nem depois... Mais uma vez ela havia fugido. Dessa vez, sem as comuns pistas aos pais, mas sim para Q (?). 

 Como já disse, lendo a sinopse e os primeiros capítulos, acreditei que realmente esse livro me ganharia fácil. Inicialmente, me vi envolvido com a trama, desde as loucuras de Margo à "você vai se ferrar Q, não acompanha essa louca!". Depois que Margo desaparece, tudo começa a ficar lento, sem nexo, maçante e exaustivamente repetitivo e sem rumo. Por vários momentos fiquei com a sensação de "já vi isso antes". Vi em Quetin um Colin (de O Teorema Katherine) versão melhorada. E quando o amor platônico vira uma obsessão desenfreada, capaz de mudar totalmente uma pessoa? Achei  bastante forçado. Pensei em desisti da leitura em muitos momentos, mas a curiosidade pelo final me fez continuar. Alias, alguém viu o final  do livro passar? Pois é... 

 Infelizmente, mesmo não criando tanta expectativa em cima do livro, posso considerar Cidades de Papel como a decepção do ano até então. Sei que todos muitos irão discordar de mim, mas não recomendaria o livro. 

Melhor Trecho/Frase:
"Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos."
Página 227
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