30 de julho de 2013

Resenha: O Teatro Mágico em Palavras

Titulo: O Teatro Mágico em Palavras I
Autor: Maíra Viana
Ilustrações: Rodrigo Franco
Editora: Zaluzejo Comercial
Ano: 2007
Páginas: 52
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Onde termina a música e onde começa a história? Pensando nisso, Maíra Viana fez derramar da ponta do lápis para a folha do papel um conto para cada canção composta por Fernando Anitelli, em seu projeto musical O Teatro Mágico. E assim se deu o encontro sublime da poesia do "menino do violão" com a prosa da "menina das palavras". São histórias que vão do cotidiano urbano ao universo das fábulas. Pode alguém depositar esperanças numa estrela cadente? Como salvar nossa fé em disquete? Onde estarão os sonhos outrora pendurados num varal onírico? Pode alguém passar dias e dias com dor de cabeça de felicidade? Haveria espaço para mais alguém ali que não fosse ela e sua sombra? Para cada música, uma história. Para cada historia, um personagem. Para cada personagem, uma ilustração.

 "Senhoras e sem dores, bem vindos ao Teatro Mágico." De ante mão, aviso que estou no clima da história, por isso essa "resenha" irá conter trechos que farão referencia à músicas/banda.

 Em O Teatro Mágico em Palavras I a autora expõe poemas e textos baseando-se em músicas do primeiro álbum da trupe do OTM, o Entrada Para Raros. Para quem já conhece a banda sabe da carga poética enfatizada nas letras de suas músicas, mas porque não olha-las com outros olhos? É isso que Maíra Viana se despõe a expor.

 Num conjunto de pequenos "contos", a poesia prevalece e enriquecido de belas ilustrações. Mas o livro agrada somente aos fãs da banda ou quem conhece as musicas? Não necessária e precisamente. O defeito? Curto de mais! Quando você começa a viajar com ele, acaba o espetáculo e fecham-se as cortinas. Um livro para ser muito mais sentido que propriamente lido.


Vigília, inspirado na canção "Não Há de Ser Nada"

Faço vigília todas as noites. Do meu quintal consigo dar conta de todas as estrelas do céu. Espero que uma delas despenque num estante qualquer. Assim, posso fazer um pedido. Meus sonhos estão na UTI. Esperança já não há. Os milagres estão todos em coma. Sigo só, só me resta esperar. Faço vigília todas as noites. Do meu quintal consigo dar conta de todas as estrelas. Certa vez dei por falta de uma delas. Era cadente a estrela. Tive cinco segundos para fazer uma prece, e fiz. Enquanto fechava os meus olhos imaginava meus sonhos acordando, milagres reagindo e esperança entrando pelo portão de casa. A estrela caía enquanto eu rezava. Perdeu a luz no fundo do mar. Sigo só, só me resta esperar. Faço vigília, todos os dias. De cima do telhado consigo dar conta de todas as ondas. Torço para que uma delas saia do lugar e revele a luminosidade semicerrada na areia. Esconderijos de luz no fundo do mar. Estrela a brilhar, sonho a sorrir, esperança de pé: Milagres acontecendo.

27 de julho de 2013

Recifrando #3: '130 Anos", por Agridoce


Dizem que as músicas falam de acordo com o seu estado de espirito. Ok, se nunca disseram isso, cá estou eu empregando essa frase. Até porque, esse é o maior motivo para a escolha da música de hoje no Recifrando. Para quem não conhece, Agridoce trata-se (ou tratou-se) de um projeto paralelo entre a cantora Pitty Leone e o guitarrista da banda Pitty, Martin Mendonça, trazendo um estilo Folk/Soft Rock para o publico. Com vocês, 130 anos:
130 Anos
Pitty/Martin
Caro é transformar-se num arremedo de si próprio
A ponto de nem se reconhecer mais
Faixa 10, álbum Agridoce (2011)
Deckdisc
Hoje eu tenho 130 anos
E isso não estava nos meus planos
Você sabe a desordem é tenaz

Tantos laços, tantas amarras
Os controles, pretensões
Nada adianta se o vento não soprar
Esse vento sob minhas asas
Eu não mando mais em nada
Sei que é alto, mas eu vou pular

O que todos vão dizer? e aonde vão chegar?
Nem os olhos podem ver

Decidido eu não volto pra casa
Ao lar que ocupe todas as palavras
Que a vontade conseguir pensar
Segue o vento sob minhas asas
Eu não mando mais em nada
Eu sei que é alto, mas eu vou pular

O que todos vão dizer? e aonde vão chegar?
Nem os olhos podem ver

22 de julho de 2013

Resenha: Os Miseráveis [Adaptação]

Titulo Original: Les Miserábles
Autor: Victor Hugo, adaptado por Walcyr Carrasco
Editora: Moderna
Ano: 2002
Páginas: 160
ISBN: 8532249981
Avaliação: ★★★★ 

Sinopse: "Os Miseráveis" mostra como uma pessoa pode se transformar graças à ação de outra. (...) História de fugas, trapaças e armadilhas, esta também é uma história de amor entre jovens. Aqui são relatados interesses e atitudes muito mesquinhos, mas também grandes gestos de desprendimento e bondade. Adaptação de Walcyr Carrasco.

VERSÃO ADAPTADA/RESUMIDA


 ============ ATUALIZAÇÃO  ============


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 Se escrever um pequeno texto/resenha de "Os Miseráveis" é de uma complexabilidade sem tamanhos, quem dirá resumi-la em 160 páginas. E esse foi o desafio que Walcyr Carrasco esteve em mãos. 

 Para quem não conhece, a história trata de vidas que se cruzam em meio a fatos históricos como a Batalha de Waterloo em 1815 e os motins de 1832, focada inicialmente em Jean Valjean, um forçado das galés a cumprir pena por dezenove anos. "Quando criança, não aprendeu a ler. Ao crescer, tornou-se podador de árvores. Orfão de pai e mãe, foi criado por uma irmã mais velha, casada e com sete filhos. Quando tinha vinte e cinco anos, a irmã enviuvou. Jean tornou-se o 'homem da casa'. Seu trabalho era insuficiente para sustentar uma família tão grande."* Num momento de desespero, roubou um pão. Exatamente, por um pão! *Trecho do livro

 Enfim liberto da "escravidão", Jean procurou abrigo, mas ninguém se atreveu a confiar nele, tendo em vista que o tratavam como um assassino. No inicio um homem rancoroso com seu passado ingrato, ele buscou mudar de vida. Mas o pretérito insistia em bater em sua porta. 

 Anos depois, a história passa a ser focada em Fantine, uma jovem que é largada pelo seu namorado com filha proveniente do relacionamento deles, Cossete, deixando-as a esmo. Sem chão, ela decide voltar a sua cidade natal. Mas, para poder arrumar um emprego, ela deixa sua filha com o casal Thénardier, que passa a extorqui-la. Vale ressaltar que naquela época, uma mulher solteira e com filho era como uma praga que poderia contaminar a integridade da população. Por isso, quando descoberta a existência de sua filha, ela é demitida para "não dar má influencia as outras". Fantine vê sua vida ruir em desgraça. Bem mais adiante, Jean agora com outra identidade e tutor de Cossete tenta novamente levar uma vida normal. É quando entra outra peça chave do enredo: Marius Pontmercy.

 Os Miseráveis, apesar de ainda não ter lido o livro original (completo, no caso) - mas vi 3 versões diferentes de filmes, li a HQ, etc - é a história mais fantástica da literatura que eu conheço. A despeito de acreditar que limitar o romance é ir de encontro ao ideal original do autor, a versão "super" resumida (e superficial) leva seus pontos positivos. Para quem não está ainda apto da forma que a estória se desenrola, ler esse livro pode ser algo muito vago ou mal transcorrido, já que tudo acontece "direto ao ponto" e sem rodeios. Em momentos, me via como numa "retrospectiva do ultimo episódio", como em séries televisivas. Entretanto, para quem está adaptado ao âmbito proposto, essa velocidade não interfere tanto na compreensão dos fatos. Mas, como sua carga  histórica e humanitária, 160 páginas que, apesar de tudo, são validas. 

 Fica agora a expectativa de poder ler a obra completa, que sem duvidas, valerá a pena!

19 de julho de 2013

J.K. Rowling, Stephen King e outros anônimos


Nem Dan Brown, nem E. L. James: a sensação do mercado editorial é o estreante Robert Galbraith, autor de um romance policial muito elogiado. 

Se você não o conhece, fique tranquilo. Robert Galbraith não existe. O escritor é um pseudônimo de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter. O segredo, mantido desde o lançamento do romance The cuckoo's calling por Galbraith, foi desvendado pelo jornal Sunday Times depois que um repórter recebeu uma dica anônima pelo Twitter. Análises linguísticas feitas por computadores mostraram grandes semelhanças entre os estilos de Rowling e Galbraith. Os dois também tinham o mesmo agente e o mesmo editor. No último domingo (14), Rowling admitiu que era a verdadeira autora do livro. "Eu esperava manter esse segredo por mais tempo, porque ser Robert Galbraith foi uma experiência libertadora", disse Rowling. 

Num mercado em que milhares de anônimos buscam a fama, o que leva a autora mais popular do mundo a buscar o anonimato? Observar as reações ao lançamento de Morte súbita, o primeiro romance adulto de Rowling, pode ser um bom ponto de partida para ensaiar uma resposta a essa pergunta. Lançado em setembro do ano passado, o livro foi recebido com uma reação morna da crítica e dos leitores. Foram raras as resenhas, profissionais ou amadoras, que não o compararam à obra anterior da autora. O maior defeito de Morte súbita era não ser Harry Potter. Qualquer texto adulto que a autora escrevesse, dali em diante, ficaria à sombra do maior sucesso infantojuvenil de todos os tempos.

Os autores e suas máscaras

Escrever sob um pseudônimo é uma prática comum. Alguns autores o fazem sem esconder sua identidade. Fãs do irlandês John Banville sabem que ele assina romances policiais como Benjamin Black. A best-seller Nora Roberts adota o pseudônimo J. D. Robb para suas histórias de suspense. Algumas capas de livros estampam os dizeres "Nora Roberts escrevendo como J. D. Robb", para não deixar dúvidas sobre a autoria. Nesses casos, o pseudônimo serve apenas para que o leitor saiba que lerá algo de um gênero diferente daquele ao que o autor costuma se dedicar. Seguindo essa tradição, não é anormal que uma autora infantojuvenil de sucesso decida usar um novo nome para escrever um romance policial.

Há razões menos triviais para recorrer a um pseudônimo. A inglesa Mary Anne Evans (1819-1880), que publicava seus livros como George Eliot, foi uma entre inúmeras autoras que usaram pseudônimos masculinos numa época em que mulheres escritoras não eram levadas a sério. 

Adotar um pseudônimo também pode ser um desafio – um recurso para o autor tentar provar que é capaz de repetir o sucesso do passado apenas com a qualidade de seus textos, sem usar o peso de um nome consagrado. Foi o que levou Stephen King a escrever livros com o pseudônimo Richard Bachman quando já era conhecido por seus romances de terror. A farsa de King foi muito mais engenhosa do que a de Rowling. Ele chegou a convencer um amigo de seu agente literário a posar para uma foto fingindo ser Richard Bachman. Disposto a descobrir se seu sucesso se devia à sorte ou ao talento, King publicou cinco livros como Bachman em sete anos antes de ser descoberto. Um deles chegou aos 28 mil exemplares. O experimento provou que o sucesso não era sorte, mas que o nome consagrado ajudava: depois que a verdadeira identidade do autor foi revelada, o livro vendeu dez vezes mais.

Uma continuação do livro deve ser lançada em 2014, com o mesmo pseudônimo – e com expectativas dignas de um novo lançamento de J. K. Rowling. Robert Galbraith agora é uma celebridade mundial. Vigiada pelos jornalistas, dificilmente Rowling conseguirá criar outro pseudônimo secreto. Alguns dirão que é o preço da fama. Mas talvez ela merecesse o sossego de um recomeço. Talvez todo livro merecesse ser lido em avaliado na sua forma mais pura, descolado da fama do autor.

18 de julho de 2013

M.C. Jachnkee está escrevendo segundo livro

A escritora M.C. Jachnkee, autora de “Amazônia - Um Caminho para o Sonho” está realizando sua pesquisa de campo nos Andes peruanos, cenário do novo livro e continuação dessa primeira aventura. 

Ela retorna na sua terceira viagem ao país dos Incas. Na segunda vez que esteve em terras andinas, permaneceu por um ano, agora volta com outro olhar para sua pesquisa de campo. 

Para quem ainda não conhece o primeiro livro da série, aqui está a resenha do livro "Amazônia".

 Quem estiver interessado em mais informações acessem: 


ou envie um e-mail para: marlicarmen@hotmail.com 

16 de julho de 2013

Promoção 1 ano do CdL: 2 Livros + Marcadores


Em comemoração ao 1º ano do Cantina do Livro que é festejado esse mês, farei a primeira promoção do blog. Irei sortear para um mesmo ganhador 2 livros + 1 Kit de marcadores de livros. Os exemplares são:
  • O Signo dos Quatro, do Conan Doyle
  • Não Conte a Ninguém, do Harlan Coben
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Residir no Brasil;
Não deixe de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter.
Você poderá usar o tweet about the giveaway uma vez por dia, aumentando suas chances. Compartilhar o banner promocional publicamente no facebook da mesma forma, não deixando de deixar o link no Rafflecopter comprovando o compartilhamento no 


BOA SORTE A TODOS ;)

11 de julho de 2013

Biografia: J.R.R. Tolkien


John Ronald Reuel Tolkien (★ 3 janeiro 1892 – ✝ 2 de Setembro de 1973) ou apenas Tolkien, foi um escritor, poeta, filólogo e professor universitário e hoje considerado o "pai" da moderna literatura de fantasia.

Filho de pais ingleses, nasceu na cidade de Bloemfontain na África do Sul, e, depois de ter perdido o seu pai, ele juntamente com a sua mãe Mabel Suffield e o irmão Hilary Arthur Reuel Tolkien, mudou-se para Inglaterra quando ele tinha apenas três anos de idade. Ali, Tolkien concorreu a uma vaga na Escola King Edwards em Birmingham, tendo sido aceito numa segunda tentativa. 

Desde a morte da mãe, o rapaz dedicou-se aos estudos demonstrando grande talento linguístico. Estudou grego, latim, línguas antigas e modernas, como o finlandês. Em 1905 os órfãos mudaram-se para a casa de uma tia em Birmingham. Em 1908 deu início à carreira acadêmica, ingressando no Exeter College, da Universidade de Oxford.

O Mar de Monstros ganha edição com capa do filme

A Editora Intrínseca divulgou a nova capa do livro "Percy Jackson e o Mar de Monstros" baseada no filme homônimo que tem lançamento previsto para 16 de agosto de 2013 no Brasil. 
Sinopse do filme: Percy e seus amigos estão na busca pelo Velocino de Ouro, o único artefato mágico capaz de proteger o Acampamento Meio-Sangue da destruição. É com essa missão que ele e outros campistas partem para uma eletrizante viagem pelo Mar de Monstros, onde deparam com seres fantásticos, perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança. Está em jogo a existência de seu refúgio predileto e, até então, o lugar mais seguro do mundo para eles.

5 de julho de 2013

Top 5: Surpresas Literárias

Hoje, depois de dias inerte, resolvi trazer o Top5 à tona novamente. Acredito que todos que costumam a ler livros "desconhecidos" para si mesmo tendem a não criar expectativas sobre eles obviamente. Desses, há os que não acrescentam em nada (ou quase isso) e os que ganham os leitores. Como, tradicionalmente eu costumo ler livros desconhecidos (até então) e/ou sem muito prestigio, irei apresentar as boas surpresas que li até o momento.
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